INFO 3C __________________________ COOL & CULT & CUTE. DAQUI, DE LÁ OU DE QUALQUER LUGAR
.

SURFACE DESIGN by DBStudio

Mostrando postagens com marcador Focus dbstudio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Focus dbstudio. Mostrar todas as postagens

novembro 01, 2011

Moda Cruel



"Por cima, filó, filó", mas...
Por debaixo dos panos, cadê o "glam"?

Diga à BCBG - e a outras "grifes" - para PARAR de vender a pele alheia!
Quanta covardia!

Tell BCBG to STOP Selling Fur!

maio 29, 2011

Tora: Decor e Vida

1

A beleza natural de cada espécie de madeira vive na arte de Eduardo Albuquerque. Arte feita de árvores podadas ou cortadas pelo município, caídas naturalmente, de madeira de demolição, etc. Formatos, linhas, veios e contornos - fontes da beleza real - são preservados. No processo de lapidação, 6 lixas diferentes promovem um brilho impressionante (não há verniz).

"Eu não corto nenhuma árvore e acho isso um crime. A maior parte do que eu pego seria transformada em carvão, despejando carbono na atmosfera. Meu trabalho acaba sendo um fixador de carbono." Eduardo Albuquerque (que divide a oficina com Tora, sua rottweiler).

2

PS: 1. "amei" de presente de uma instituição financeira que sabe que imagem e zeitgeist caminham na estrada da macro trend contemporânea (quiçá eterna): a ecologia. 2. Olha que coisa mais linda, mais cheia de... curvas (absolutamente feminina). 3. Impressão minha, ou o resultado da foto 2 mixa o reflexo da esfera de Escher com o derretimento surreal de Dali?

abril 29, 2011

Vestido McQueen



O suspense acabou! Agora todo mundo já sabe o que Theyskens disse que sabia mas não contava pra ninguém: a designer responsável pelo vestido de Catherine Middleton foi mesmo Sarah Burton, da casa Alexander McQueen.

Nos acessórios um toque "vintage" na tiara (Cartier, de 1936) que pertence à rainha, brincos de brilhante (presente da mãe da noiva), véu curto, bouquê singelo e uma cauda de apenas 2.7 metros (em tempos difíceis o bom senso deleta o excesso). Como madrinha, a irmã de Kate, que investiu na ousadia de um vestido neoclássico - viva a simplicidade - branco. Mas, como tudo o que a gente vê dificilmente é o que parece (afinal quem é 100% autêntico sob a mira de 2 bilhões de "curiosos") a escolha da roupa da madrinha devia ter um significado maior - seria uma mensagem cifrada (quem de Vocês quer se casar comigo?)?



Dentre os convidados "pop", os Beckham...

Victoria nunca passa despercebida. Espertíssima, veste tudo o que poderá "reordenar" e usar no dia a dia. O vestido é de sua grife, os plataforma Louboutin e o caSquete de Philip Tracy, chapeleiro de várias parcerias com McQueen.

E Sir Elton John e marido

A abadia de Westminster é uma catedral em estilo gótico. Alexander McQueen foi um estilista que soube como poucos reinventar o gótico e o vestido seguiu a mesma visualidade.

Não confundir estilo gótico com a tribo que se "transveste" "goticamente". O gótico arte, arquitetura e cultura é o reflexo de características que permearam a Idade Média (verticalidade, evocando Deus como centro do universo, não a humanidade, como aconteceu no Renascimento).

Signos góticos no "chapéu" (BARRETE)do ARCEbispo e nas mangas e decote do vestido de Kate.

A beleza do ideal divino está refletida na simbologia do vestido de noiva branco (hoje, já foi vermelho e também verde), na indissolubilidade do casamento, na perpetuação da família.

Duque e Duquesa de Cambridge

Num statement genuino de quem entende o papel que desempenha, o casal deixou o palácio num Aston Martin 1969 (do Príncipe Charles): se eles andam num carro "vintage" os súditos podem muito bem se contentar em não ter um modelo do ano.

Na 2ª década do século XXI, menos é mega - chic.

A quem pensa que na vida "real" tudo são flores, um aviso: depois da Revolução Francesa nunca mais foi fácil ser nobre. No caso deles, aparecer não é preciso: é vital. Como disse Peter Hunt, repórter da BBC especializado em monarquia: "A monarquia sobrevive ao ser notada e murcharia se fosse ignorada."

Imagens: Google e Vogue

abril 28, 2011

Literatura da Moda



Inglaterra, terra de modas e celebridades que influenciam a moda ao redor dos tempos: Henrique VIII, Victoria, a "rainha marron", robes a l' anglaise, o charme "dandi" do "beau Brummel", "swinging London", Twiggy, punks, Biba, "street style", o vegan chic de Stella McCartney, o icônico xadrez da Burberry, Alexander McQueen - o enfant terrible - etc. e Kate Moss.

"Mulheres, mulheres, mulheres: inocentes, bombas sexuais, sedutoras, maliciosas, secretárias, colegiais e Kate Moss." Agent Provocateur

Kate é a rainha da - inusitada, by the way - próxima Vogue Brasil.
A capa da revista é um editorial per se: diz, em "alto e bom tom", o quanto o universo fashion está decadente, que o tempo está outro, que a tal "moda", de tão pop não mais rocks.
Dame Vivien Westwood já alertou - em palavras - há tempos. Agora, em imagem, quem sinaliza é Moss, Kate Moss.

A moda, como a conhecemos, já foi, mas a idade - ela sim - abala! O que vestir? Vista-se de você mesmo, mais autoral - ops, customizado - impossível!

"Se eu pudesse escolher no meio de um monte de livros publicados cem anos após a minha morte, sabe qual eu pegaria?[...]eu escolheria simplesmente uma revista de moda na qual eu poderia ver como as mulheres vestem um século após a minha partida. E estas roupas me falariam mais sobre a humanidade do futuro, do que todos os filósofos, profetas e intelectuais." Anatole France

PS: economia e moda, um casamento "de interesses". Na saúde e na doença, na alegria e na tristeza... Enquanto o Brasil surfa na marola do momentum, a Inglaterra "trabalha" para reverter o (mal) momento que as economias desenvolvidas atravessam. Como a França de Napoleão fez, no século XIX: criou - politicamente - condições para que a indústria de ponta à época (a têxtil) se reerguesse. Hoje, a França precisa - muito - de um "enredo".

março 27, 2011

outubro 27, 2010

Escapismo Cultural

  • Uma nova tendência de viagem chega ao mercado de turismo: o roteiro dos livros.
  • Que tal conhecer a Nova Zelândia sob a ótica do "Senhor dos Anéis".
  • Ou, uma tri trip (Itália, índia e Brasil) seguindo os passos da heroina de "Comer, Rezar e Amar"?
  • Faixa etária: 20 - 25 anos
  • É tendência.

Via MTV - Imagem: Instituto Evoluir

outubro 25, 2010

Moda Neo Nostálgica

1

  • Há muito, a industria da moda vive um processo de resgates e releituras.
  • No discurso, uma explicação - vintage:

"Tudo o que poderia ser inventado, já foi inventado."

Charles H. Duell, oficial do escritório de patentes dos EUA, 1899

  • Uma das últimas edições da "bíblia fashion" é um claro exemplo:
  • Na capa, uma pegada futurista (anos 60). No miolo, um editorial a lá anos 50. Na "meiuca", uma página (par) mostrando 4 tímidos looks dos 70: os "neo hippies".

Conclusão 1: em matéria de "tendências", navegamos sem GPS!

Conclusão 2: a moda contemporânea é mesmo - e ainda bem - um "supermercado de estilos" (Ted Polhemus, anos 90).

  • Dentre tanta informação embaralhada, conclusões precipitadas e sabedoria ímpar, cabe aos designers a perspicácia de, no campo de joio e trigo, colher o que melhor adapta-se ao espírito hedonista e inconstante, marcas registradas dos habitantes do planeta neste momento.
  • E buscar inspiração numa saudosa época em que, grosso modo, só não trabalhava quem assim o preferisse (Adam Smith, 1723/1790). (3)

Voltemos ao final do século XVIII/início do século XIX, época do auge da Revolução Industrial.

  • Celebremos o nobre burguês - à época, ícone de trabalho é sucesso.
  • Estética neo clássica para elas. Para eles, época dos dandies.

Beau Brummell

  • Néo clássico: emergido na aura revolucionária francesa, inspira-se na estética greco-romana de moderação, equilíbrio e idealismo, reação aos excessos decorativistas e dramáticos do Barroco e do Rococó. (1)
  • Dandy: homem de bom gosto e extremo senso estético, um cavalheiro "perfeito", embora hedonista e superficial. No guarda roupa, cores sóbrias de talhe impecável. Ícone: o beau Brummell. (2)

Imagens e info:

  1. Alexander McQueen, Londres, 2010 - Gifitting

outubro 19, 2010

Homens Fortes



"O modelo Chris Winter, à esquerda, tem a aparência de menino favorecida recentemente, enquanto Doug Porter reflete a nova tendência masculina"
  • Na balança da publicidade fashion, o casting está mudando.
  • Em baixa, "teens" com ar indefeso e atitude andrógina.
  • Em ascenção, homens maduros.
  • E não é só na moda que esta tendência acontece: é no cinema, na TV e na publicidade em geral.

"Em tempos difíceis, as pessoas querem um homem forte."

  • Opinião pessoal ou análise sócio-econômica?
  • Aposte na 2ª alternativa.
  • Quem assina esta declaração é Sam Shahid, diretor de criação da Shahid & Company, responsável por campanhas da Calvin Klein ao redor do mundo.
  • Jim Nelson, editor da revista GQ, reitera o novo alvo de identificação do consumidor:

“Quando as pessoas abrem a GQ, eu não quero que elas se sintam como se estivessem olhando para roupas em garotos de 16 anos de idade. Queremos alguém com alguma idade e que se sinta um homem."

  • (E nós, meninas: até quando vamos consumir produtos, cujo suporte são as modelos "mirins"? Parece que não mais por muito tempo...)

Íntegra do artigo no NY Times.

outubro 08, 2010

O Comprimento da Moda

  • Há cerca de 1 mês, o designer Prabal Gurung (que já vestiu a 1ª dama Michelle Obama)disse, em uma entrevista, que queria fazer uma declaração contra os mini hot vestidos que dominaram a moda nos últimos anos.

P.Gurung - prim 2011

  • Desde temporadas antigas, a bainha de seus vestidos já estava no mínimo, na altura dos joelhos (e, segundo ele, pareceram um pouco sem graça).
  • Agora, por 28 dias, centenas de coleções desfiladas nas 4 capitais da moda (NY, Londres, Milão e Paris) mostraram o que Prabal já sabia: a queda das bainhas, em alguns casos, até o chão.

D&G - prim 2011

  • Não que o “novo” comprimento seja alguma tendência comportamental pudica: vimos um leque de cores, decotes, fendas e transparências.
  • Talvez não passe de uma jogada de marketing, uma mensagem velada da indústria da moda aos consumidores: “agora vocês têm um bom motivo pra comprar.
  • Modernizem-se!"

  • Outra mudança relevante é o retorno (trinfal) dos calçados “calçáveis” (sai o ludismo, o design volta a privilegiar a função).

Repare, por exemplo, nas sandálias primavera 2011 da LV.

  • As formas da nova temporada trouxeram alívio para os varejistas novaiorquinos "cansados" da "crise": simplesmente porque "peças maduras” são mais fáceis de vender do que aquelas, acima de tudo, sexies.

Em 2011, as ofertas (tentação) nas vitrines estarão diferentes.

  • Cores fortes: creme, branco e tons neutros. Como o azul.

Jil Sanders - prim 2011

  • Cores cítricas e estampas “psico chic” da Missoni e naives (macacos da Prada, laranjas da Stella, etc.), macro influência dos anos 70.
  • E a fluidez traduzida em transparências...
  • Lindas, mas que deixam uma pergunta no ar: como é que, na prática, vamos usar?

YSL - prim 2011

  • Designers de lingerie, este desafio é com vocês.

Fonte: tradução (muito) livre (e compacta) do artigo de Eric Wilson/NY Times

Imagens: Google e dbStudio (créditos em postagens anteriores)

Coringa da temporada: Tshirts

setembro 29, 2010

Consumo: Coup de Foudre


Amor à 1ª vista!

  • Quantas vezes não é assim descrita a motivação do consumo?

Consumo é desejo, emoção?

"Culpa" do capitalismo?

Consumo é hedonismo, moralismo ou naturalismo?

  • Longe da visão sumária da economia - que classifica o consumo como mero resultado da produção - há algum tempo (poucas décadas) - o ato de comprar é investigado sob a ótica da antropologia.
  • Consumo é ideologia: padrões midiáticos de beleza levam pessoas a "extreme make over": restauram osso, queratina, músculo e massa adiposa em busca de um novo "si".

Alvo: tornarem-se mega felizes!

  • Consumo é publicidade: através dela, passamos a necessitar do que desconhecíamos, e assim, coisas estranhas tornam-se banais.
  • O olhar científico da antropologia sobre o "mero" ato de trocar dinheiro por coisas propôs investigações sobre o capitalismo.

Capitalismo: antiga (século XIX) rede de relacionamentos.

  • Consumimos para aproximarmo-nos e para afastarmo-nos.
  • Roupas, perfumes, penteados, acessórios (e corpos) sinalizam o etnocentrismo.
  • Vemos - leia-se, julgamos - grupos ou indivíduos sob a ótica de nossos próprios valores, pessoais ou micro coletivos.
  • Assim, bárbaros foram grifados como tais pelos... romanos.
  • Afinal...

O que é, o que é... Belo? Chic? Cult?

"Assim é se lhe parece" ou "o inferno são os outros..."

  • A partir dos anos 90 (a 3ª fase do capitalismo), foi detectado que hiper consumimos.
  • No back stage de tal fenômeno, observaram outro: a totemização.
  1. Shopping Centers = Templos de Consumo
  2. Bíblia (da moda) = Vogue
  3. Rei = Pelé?
  4. Fenômeno = Ronaldo?
  5. Musa = você decide...
  • De todo o modo, aparentemente, avançamos. O consumo atualmente é, comparativamente, bem mais... autoral.
  • Há maior autonomia subjetiva: compramos para dentro (não mais "para fora", os outros).
  • "Estamos" mais qualitativos, equilibrados, responsáveis, conscientes, autônomos.
  • Nós escolhemos. E encolhemos, ao mesmo tempo: necessitamos das marcas.

Etiquetas (ou tags) cumprem o papel de referenciar "identidades".

Tais "coisas" tornaram-se "pilulas de felicidade".

  • Ilusão...
  • Coisas continuam sendo reoxigenação de problemas reais, afastando-nos de crises de identidade, de reflexões sobre a (real) felicidade, da incapacidade de ser/viver.

Consumo = Satisfação # Felicidade

  • Fonte (reflexões sobre as seguintes magníficas obras): "O Império do Efêmero" (Gilles Lipovetsky), "História da Beleza" (Humberto Eco), "Coisas Estranhas e Coisas Banais" (Everardo Rocha).

    Imagem: Guggenheim Museum

setembro 23, 2010

Bonaparte e a Moda

Fashion Josephine

  • Quando ouço "Napoleão", 2 criaturas me vêm à mente: um é mega fofo...

  • Já o outro... (será que mordia?)

  • Este Napoleão (originalmente, um mero oficial do exército alçado ao "estrelato" por interesses políticos, e que depois deslumbrou-se com o poder) imperou (sim, ele não reinou) na França entre 1804-1815 e foi responsável por recolocar a França no topo da moda - feminina, diga-se de passagem, pois a coroa da moda masculina é inglesa.
  • Contexto histórico rápido (detalhes na Wikipedia), Bonaparte (auto) coroou-se Imperador (sim, ele tomou a coroa das mãos do Papa, o responsável pela "tradição") no contexto pós Revolução Francesa (quando e porque Mª Antonieta e Luis XVI foram decapitados).
  • Escolhido pelos conselheiros, à luz do Iluminismo (cujo ideal é "Fraternidade, Igualdade e Liberdade"), ele (Imperador, como Cesar, não Rei, como os Luises) instituiu a propriedade privada, o casamento civil e um bloqueio continental contra a Inglaterra.

A partir daí, nenhum produto (têxtil, inclusive) da "ilha", terra da Revolução Industrial, poderia ser importado pelo continente europeu.

E Napoleão, simultaneamente, recolocava a moda francesa no seu antigo pódium.

  • Com o embargo comercial e o novo modelo político, a moda francesa sofreu adaptações:
  1. No lugar do Rococó, a fluidez do Neo Clássico (resgate greco-romano);
  2. Ao invés de cores, o "off white".
  • Mas nem assim, a sociedade francesa teve de se contentar com "andrajos".
  1. Aos membros do seu império, Napoleão decretou que não haveria repetição de roupas em cerimônias oficiais;
  2. Suas esposas (Mª Luisa e Josephine, em especial) tinham como "designer" Louis-Hippolyte Leroy, criador da manga ligeiramente bufante, o artista responsável pelo estilo Império;
  3. E com o "bloqueio", a indústria têxtil francesa teve tempo de se estabelecer.
  • Em 1815, Napoleão perde a batalha de Waterloo, é exilado, e morre, 6 anos mais tarde.
  • A dinastia dos Bourbon reassume o poder.
  • E a moda, reflexo do tempo, adota o estilo Romântico.
  • Mas isso já é uma outra história...

PS: ícones do "estilo militar", como passamanarias e galões são, também, herança fashion do "general".




Imagens: Google

setembro 19, 2010

Design é História

1

  • Quando a gente para e observa o mundo antigo, é difícil imaginar que lá nascia a modernidade.
  • De fato, desde o tempo das cavernas, evoluimos, principalmente do ponto de vista tecnológico (*).
  • De agulhas e linhas feitas, respectivamente (**), de ossos e de tendões animais, chegamos, no século XVIII, à Revolução Industrial, o passaporte à Era Moderna.
  • E foram tantas as modificações que as máquinas trouxeram à vida do cidadão naquela época - de novos materiais (hoje em dia tão comuns, como vidro e ferro) ao conceito de sanitarismo (como saúde pública e não mais somente uma questão de foro íntimo)...
  • Contra a produção moderna, houve um movimento específico que influenciou o design como o conhecemos hoje: o Arts and Crafts.
  • O "pai" da "ideologia" foi um inglês, William Morris, que não se conformava que as impessoais máquinas acabariam com o trabalho vital dos artesãos.

  • Fazendo curta uma longa história (vai que desta vez consigo), ele idealizou trabalho de qualidade feito em quantidade. Só se esqueceu que"obras primas" costumam ter preço "elitista".
  • Ideologias à parte, da "Artes e Ofícios" de Morris surgiu o 1º movimento estético do design: o Art Nouveau.

  • Sinuoso, floral, ramificado, orgânico, "feminino". Findo em 1914, à 1ª GGM.
  • A 2ª estética de artes aplicadas (mobília, arquitetura, decoração) reconhecida mundialmente chama-se Art Decò (ratifs), e acontece no período entre guerras. Um de seus ícones é o Chrysler Building (1).
  • Leque de formas, influências étnicas (descoberta do túmulo de Tutancamon, Darwin , oriente, balé russo, etc.), surrealismo, construtivismo, cubismo, neo classicismo. O ecletismo, de tão exagerado, acabou resumido à estética kitsch, perdendo o charme. Recuperado posteriormente.
  • Pós "arte decorativa", o mundo experimenta o antidesign, o pop design, o recente design gráfico e, "cego" de novas formas, relê o vintage e mistura estilos, sob a égide do ecletismo.

Mas a essência social permanece:

  • Na crises, o design tende a ser mais utilitário.
  • Em tempos prósperos, anti racional.

Design é forma e função.

Condicionados a valores sociais. E condições tecnológicas.

Design é história.

  • * Eticamente, há controvérsias...
  • ** Termo "vintage"?

Imagens: Google

setembro 17, 2010

Alvo da Moda

Calvin Klein - Prim 2011


Seja:

  1. Rápido, econômico, estúpido, "hype over" ou mega "clean".
  2. O discurso cedeu lugar à linguagem do estranhamento.
  3. Não diga: mostre e choque.
  4. Na era do "fast consumidor"................. resuma.

setembro 08, 2010

Maturialismo

1
  • Tenho absurda dificuldade de traduzir palavras ou expressões "perfeitamente construidas".
  • Como "hamburguer". Como se chama hamburguer em português?
  • Sanduiche de pão fofinho e redondo (altamente calórico, a propósito), partido ao meio, recheado com carne, geralmente do coitado do pacato gado, moida?
  • Não gente, menos é mais, o minimalismo "pratifica" a vida!

Teorizemos, pois, sobre o "maturialismo".

  • Junção das palavras "mature" e "materialist", "maturialism" é o "naming" proposto pelo "bureux" de pesquisa de tendências Trend Watching.

2

  • O TW é super cabeça e mega "light". Falam curto e elegante.

(Fui a uma reunião com os "caras" há uns 2 anos e o encontro rolou numa lancheteria (coisa chic), na maior informalidade, pero sin perder o foco.

  • O negócio da firma é "linkar" (alguém aí preferiria "lincar" ou "unir"?) o quem estamos com o para onde consumimos.
  • Com relação ao consumo, o mundo "culto" amadurece exponencialmente (logicamente onde estratégias políticas como a brasileña bolsa família não faz de [prole = salário] uma equação conveniente).
  • Na Inglaterra, por exemplo, 20% da população simplesmente não tem, e nem quer ter, filhos.

Há no mercado um novo consumidor: ele é maduro.

  • E o quais são os "sonhos de consumo" dessa gente nascida e criada numa "sociedade de consumo"?

Essa turma quer:

  1. Produtos confiáveis;
  2. Tratamento vip;
  3. Status no (cuidado com o) meio ambiente;
  4. Conforto de facilidades "on line" e...
  5. Ousadia.

Resumindo, produtos para adultos. As imagens explicam:

  1. Sorvetes feitos de diferentes cepas de vinhos: Wine Cellars Sorbet
  2. Bolangerie francesa (para "gays"): Legay Choc

O culto à juventude eterna está envelhecendo.

  • Acreditar no "forever young" é coisa tão antiga quanto à musiquinha homônima (chatinha... desculpas a quem curte, prefiro um "born to be alive" enquanto dura).
  • Empresários: a sociedade amadurece.
  • E os seus produtos e serviços?

agosto 31, 2010

Consumo Feelosófico

1

  • Consumidores adultos também querem "Pamper's".

Não, não queremos fraldas, queremos "mimos"!

  • O consumidor do século XXI espera mais do que produtos: quer experiência, estilo de vida, informação, comprometimento, parceria, etc.
  • Além do óbvio - produtos e serviços - buscamos nos surpreender! Sentir...

2

  • Exemplo: frequento um bistrozinho italiano aqui no Rio que considero ter o melhor staff do mercado, não apenas local (é verdade que não costumo mudar por mudar: a qualidade tem o dom de me "fidelizar", então deve haver mais lugares impecáveis por aí, eu é que não os conheço).
  • Além do padrão de qualidade dos pratos (ok, eu peço - quase - sempre o mesmo: que nunca está mais ou menos cozido, cru, salgado, doce, etc. - o que também acontece na casa da minha mãe, nunca na minha...) o que me impressiona, desde o começo ("bato ponto" há 1 década, no mínimo) é a delicadeza (sem frescura) da equipe (basicamente a mesma no período).

Empreendedorismo é, como a moda, uma arte.

A arte de entender não mais o outro, mas o próximo.

  • (A propósito, publicamos uma entrevista sobre a peculiar escolha de empreender com o CEO da TrusInfo).
  • Hoje, li um artigo (da Luciana Stein) entitulado "Servir para Vender".
  • Que começa com este pensamento:

  • Li e recomendo. Link-se no Trendroom.
  • (No Ipod do db rola um vintage do rock made in Brasil: "Comida")

Imagens 1 e 2: Fuerza Bruta (assisti em NY há uns 3 anos, pretendo, se possível rever e tb recomendo).


PS: Na contramão dos rumos atuais do mercado, algumas empresas dispensam preocuparem-se com o pós venda. Em julho, comprei 2 vestidos numa loja: o de "festa" ficou ótimo; mas o da ocasião (leia-se liquidação), experimentei correndo, sobre o jeans, e de olho na "tag". Cheguei em casa, arranquei a dita cuja, tomei um banho e vesti o "horror"! Tirei na hora! Fazendo curta uma longa história, a empresa não trocou a peça, porque estava "sem etiqueta". Tudo certo, não fosse a justificativa que recebi, via e-mail, do SAC: sem etiqueta não há troca porque "nossas clientes são muito exigentes". Agradeci por me informarem que eu não pertencia a tão "exclusivo" rol. Mas lá, custe o que custar, não entrego meu dinheirinho. Nunca mais!

agosto 17, 2010

Marcas de Luxo: Lagartos Digitais

  • Sob o título "Os chiques aprendem a clicar", a The Economist (a revista mais "antenada" que conheço), dedicou 2 caríssimas páginas da edição da última semana de julho analisando o comportamento das grifes de "luxe" versus a virtualização da economia.
  • E concluiu:

os lagartos (ou tartarugas?) renderam-se à rede.

  • Quando a Oscar de la Renta lançou seu e-commerce, anos atrás, almejava vender apenas os itens mais baratos, como cintos e perfumes.
  • Mas a empresa foi surpreendida quando um cliente de New Hampshire comprou um casaco de US80,000!
  • Um alto executivo da empresa, honestamente, declarou: "Não poderíamos estar mais enganados (com relação ao poder da Internet)".

Mas, com relação à descrença - e ao engano - eles não estavam sozinhos .

  • Uma pesquisa da Forrester Research, de 2008, apurou que, dentre 178 empresas de bens de luxo, apenas 1/3 realizavam vendas virtuais.
  • A Prada, até 2007, nem tinha um site!
  • O fenômeno foi mais observado entre as clássicas maisons francesas, como Chanel e Hermès.

"Medo do rato?" Ou da aranha?

  • Executivos de grifes de luxo justificam o "preconceito" dizendo que a Internet é impessoal demais para seus produtos, que necessitam de "um toque humano".
  • Mas, em 2008, a Net-a Porter enxergou na ferramenta "pop" um canal para o luxo.
  • Não pelo apelo do preço: lá, os itens são originais, de 1ª mão, não há leilão. A vantagem é a conveniência de ter um produto "na porta de casa".
  • Projeções (da Prada) indicam: dentro de 5 anos, 40% das vendas nos EUA serão feitas via Web.
  • Entretando, o conglomerado do luxo LVMH (ao qual pertence a Louis Vuitton) encerrou o "eLuxury" - seu portal de moda de luxo na rede, lançado em 2000 - no ano passado.
  • Para analistas, houve erro no foco: o site vendia tanto itens "exclusivos" quanto (relativamente) baratos.
  • Ferindo um dos preceitos da moda: ela é feita para aproximar e para diferenciar.

Imagem: Dale Witherow

agosto 05, 2010

A Persona e a Moda

  • Hoje, resolvi dar uma olhadinha em várias web pages que falam de moda.
  • Quanta coisa boa por aí!
  • Gente ligada no que já é moda e no que vai "bombar" na próxima estação.

O db gosta de moda. Gosta só não, respeita.

  • Quer entender o que é que essa "baiana" (ou alemã, americana, brasileira, espanhola, francesa, inglesa, etc.) tem. E de onde ela vem.
  • A Moda, apesar de estar presente há tanto tempo em tantos lugares, é uma cidadã cosmopolita - e grega.
  • É a encarnação da persona - a máscara grega - utilizada para a catarse - "lavagem da alma" - nos teatros da antiga Grécia.
  • A alma "fashion" é coletiva, e fala sem dizer. É imagética.
  • Utiliza-se de símbolos para levar o seu recado à audiência.
  • Hoje, "por onde andei", vi o que já vemos vendo: muitas caveiras.
  • Parte nossa que, salvo o fogo, permanece "viva", por anos, pós nós, aqui na Terra.
  • Ossos - em especial os do crânio - foram marca registrada de Alexander McQueen.

  • Nada mais natural do que esta sua "marca registrada" voltar à voga neste já quase 1/2 ano de seu falecimento.
  • Elas reaparecem principalmente nas bijoux: outro dia as vi numa pulseira (belíssima, poderosa, o preço acompanha os adjetivos) e uma coqueluche delas em anéis.
  • É a arte imitando a "pós vida": a realidade per se não deixa dúvidas de que o fúnebre está no ar (a tragédia protagonizada pela BP ratifica).

  • A Comunidade Europeia (de vez em quando me lembro que, por razões que a razão discorda, ditongos abertos perderam o acento), mergulhada em deficits, é mais um motivo.
  • E os EUA, onde, apesar de todo o esforço para "segurar o glam", os pedidos de seguro desemprego crescem, também.
  • Some-se a isso o revival de vampirismo que "seduz" o público teen...

  • Oh, tempo "dark", tudo meio pesado (deixem as eleições pra lá, senão a gente piora o clima).
  • Como no teatro (palco x plateia) , moda e economia existem uma por causa da outra.
  • A fim de dinamizar a "fashionomia", vem aí (10 Set) a 2ª Fashion's Night Out.
  • (estivemos lá, na 1ª edição. Que grande palco!)

  • Nele está a Moda, munida com máscaras, falando à plateia (sem acento!) o que quer:

COMPREM!

  • Se o público gostar do enredo, captar a mensagem e entrar no clima, a economia aplaudirá. De pé.

BRAVO!


Imagens: Google, exceto a última (by db)

julho 20, 2010

RococOver

  • Marie Antoinette, versão 2010.
  • Entre paniers, transparências e "armas"
  • Vintage, gótica ou punk?
  • Primavera/Verão 2010 da Yoox.

julho 19, 2010

Desconstrução Corporal

1

  • Panier: armação usada sobre o espartilho e sob a saia, inspirada nas cestas de carregar pães (daí o nome), à época do Rococó (século XVIII).
  • O Rococó foi um período na história regido pela artificialidade.

"O artificial é belo!"

  • O espírito desse tempo foi retratado fielmente no filme "Ligações Perigosas" (1988, vencedor do Oscar de melhor figurino).

  • Homens com peruca, mulheres com apliques, excessos de flores, conchas, laços, lacinhos, lações, mangas nos cotovelos, saia, sobre-saia, peitilhos, fichus (o lenço do recato) e quilos de make up (com direito às "beauté de mouche", as pintas fake).
  • O rocaille (concha, em francês), pós barroco, primava pela estética das "boas maneiras", dos modos de corte, lançou o que conhecemos como "etiqueta" e terminou com a queda da Bastilha.
  • Termina? Não.
  • Ressurge na coleção Outono Inverno 2010 da Comme des Garçons (1).

junho 21, 2010

Folheto Moderno

  • Não adianta: desde que a moda aterrizou na Terra (a época é o Renascimento), a gente quer o que não sabia que ia querer. Do dia pra noite.
  • E nem precisa. Será?
  • A Toshiba anunciou o lançamento do Libretto W100.

  • O laptop tem tela dupla de 7 polegadas, comandos "touch screen", 2 gig de memória RAM, Windows 7 Home Premium, processador de 1.2 gb Intel Pentium, câmera de 1 megapixel, bateria com autonomia de 5 horas e chega ao mercado em alguns meses.
  • Preço: US1100 - US1.

Que belezinha!

  • Dá ou não dá vontade de sucatear previa e desnecessariamente o seu, a partir de agora, "dinossaurozinho"?
  • É assim que o lixo cresce, entupindo o planeta.
  • Que engrenagem assustadora...
  • Será que a solução é acabar com a moda e suas consequências?
  • Não. Mas reciclar é preciso. E possível.

Imagens: Likecool