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maio 10, 2010

Desblende-se

1

  • Hoje, verbos fluem pela minha cabeça, mas apenas os "melhores", os "incorretos", os quase "amorais".
  • Aqueles cuja raiz advem de uma palavra "nada a ver". Quer ver?

2

  • Xerocar é um bom exemplo. Porque "xerox" não é uma ação.
  • É o nome de uma empresa, cujo produto homônimo tem marca registrada.
  • No entanto, a força da marca - seu valor intrínseco - tornou-se tão forte no universo dos consumidores que, há muito tempo, há quem copie e há quem "xeroque".
  • Outro exemplo - mais recente, mas não menos impressionante - são os "verbos" Google e Twitter: a propósito, você twitta? Já googou hoje? Aposto que sim! Eu também.
  • Por isso, não me encabulei eu criar um verbo bonitinho que conjuguei no imperativo, com direito à enclise, e ainda negativei inserindo o prefixo "des".

Desblendemo-nos pois, tanto quanto possível.

Ontem, hoje e daqui pra frente, minha gente!

  • Quando nos desblendamos, o planeta vive melhor e mais.
  • Humor (bom ou mau) à parte, já que o assunto é sério, "blendas" são aquelas absolutamente "pop" sacolinhas de supermercados.
  • As "ladies" mais "em conta" são feitas de polímeros sintéticos que levam cerca de 3 séculos até se decomporem no meio ambiente. (3)
  • Atualmente, a indústria de plásticos já oferece alternativas oxibiodegradáveis, capazes de acelerar em até 100 vezes o ciclo de vida das blendas: o problema é que elas desaparecem aos olhos, não no solo....
  • Em sociedades mais "ecófilas", seu consumo é proibido ou, ao menos, desestimulado, porque custam alguns "cents" (bolsa que dói no bolso dói no coração?).

4

  • Mas, confesso: quantas vezes, apesar de minhas sólidas e-convicções e algumas "eco bags", passo na porta dos mercados, lembro do que falta na dispensa e acabo - compulsoriamente - empunhando - com vergonha - uma (s) blenda (s)?

Discordo de que "o que não tem remédio, remediado está".

Eu reajo.

  • Quando o embalador "exagera" na embalagem, eu descarto o excedente. O invólucro básico adquire nova função -vira saco de lixo, e só vai pra lixeira 99% lotado.
  • No Rio não tem jeito: o comércio, se tanto, vende embalagens "ecologicamente corretas".
  • Já em São Paulo - oh, porção do Brasil "de luxe!" - há quase 1 década, o supermercado Emporium, por exemplo, oferece, grátis, sacolas de papelão: que a clientela "antenada" retorna ao fornecedor ao som de um "obrigado".
  • Hoje, soube que tramita no legislativo brasileiro uma lei que banirá, em cerca de 5 anos, as blendas dos estabelecimentos comerciais nacionais.
  • Antes tarde do que nunca (no Brasil, aliás, não acordamos tarde. Dormimos devagar...).



Fontes:

  1. Google
  2. dbStudio
  3. Google