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junho 12, 2012

Arte + Craft





MMM + H&M = juntos!

Ontem, em entrevista à Folha, Alê (para os íntimos ; >) Herchcovitch (conferi o “spell”),  falou – muito sincera e inteligentemente – e disse (íntegra lá):
“Vamos cair na real, gente. O Brasil tem expertise de fazer roupa popular, de periguete…”;
“… Hoje, quem quiser sobreviver no Brasil, e competir, vai ter de fazer produto para as classes C e D..”;
“… O lance é saber ajustar expectativas.”

 

SPFW – PV 2013. Culture Club, a inspiração.

Globalização não é apenas e tão somente uma “obesidade tecnológica” (li não sei onde, concordei e repasso). É analisar o cenário e posicionar-se coerentemente. O “globo”, hoje, mora ao lado. Ao empreendedor, cabe entender a demanda, do A ao Z.
Falando nisso – o entendimento do novo posicionalmento global das coordenadas do consumo – a Maison Martin Margiela (uma das primeiras grifes minimal cult: como embutir as etiquetas, não evadir a intimidade do criador, entre tantas outras decisões corporativas) adaptou “su ADN a un público más masivo“, e estreia, dia 15 nov, na H&M.
  
Moda Asequible

3 comentários:

Teresinha Ferreira disse...

O Alê está corretíssimo! Ajustar as modalidades atuais para sobreviver e atender as classes "mais é menos" para não se perder só no "menos é mais". Adequação é a palavra para o momento.
Beijos mil

Lúcia Soares disse...

Não sei, Mônica. Sempre houve classes distintas para serem atendidas por costureiros/estilistas adequados a cada uma. Não acho que nenhum "grande" vai se adaptar e "baixar" de classe. Há gente disposta a atender a todo público, basta que paguem por seus serviços. A classe rica sempre vai existir, a milionária idem, e essa ascenção da classe C e D (o que acho horrivel, sermos "classificados")vai ficar assim, do jeito que está, eles comprando mais, mas gostando do que já existe, bobagem pensar que o "Alê" vai se modificar pra atender essas pessoas, geralmente sem muito gosto e nem preocupadas em adquirir cultura e sabedoria, querem só consumir.
Cada um que fique na sua, ou crie marcas alternativas, então.
(Tô certa ou não? Falei bobagem? rsrs)
Bj

ML disse...

Eu acho, Lucia, que o "Ale" - seguindo uma tendência global - se adaptou - foi um dos primeiros no Brasil - à nova realidade: cada vez menos ricos, cada vez mais "pobres". Por conta deste "fenômeno" - que já aconteceu tantas vezes na história - ganhar no agregado (varejão) faz bem ao bolso de quem ganha também no mercado "vip".
Bom exemplo são os grandes designers mundiais fazendo coleções "cápsula" para lojas de dptmt. (ex.: Karl Lagerfeld para Macy´s; R.Cavalli para H&M, etc.).
Aqui, esta estratégia é mais recente: Osklen, Cris Barros, Huis Lcos para Riachuelo).
O "Alê" faz isso há tempos (para a Tok e Stok, por ex.): ele é um businessman além de designer (cabeça no $ e na arte). Aplaudível, eu acho...

bjnhs