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setembro 30, 2010

Brazil's Fashion Night

  • À esta altura do campeonato, falar sobre convicções políticas soa como sermão aos pés do confessionário.
  • Mas sobre a imagem dos candidatos ainda dá tempo.

Porque imagem é mensagem.

  • Enquanto a gente veste roupa, gente pública usa figurino.
  • Figurinos têm a função de referenciar personagens.
  • Informam o tempo, o lugar, a psiquê dos papéis apresentados em um específico contexto.
  • Então, vamos analisar nesta imagem ínfima (a única disponível que achei - no O Globo - real time) do elenco de candidatos ao cargo da presidência desta república que, hoje, no debate da Rede Globo, se apresentaram.

São eles, da esquerda para a direita (tudo é relativo):

  1. José Serra: o senhor tem postura e vestuário de líder de 1º mundo. Seu costume está correto, mas, observem, sem o excesso de goma típica da alfaiataria de grife, elemento comum nas embalagens dos "comandantes". Sua imagem é a de um intelectual.
  2. Marina Silva: inicialmente, a candidata carregava um "manto" a lá Nossa Senhora Aparecida (sério. Sorry, Santinha querida), mas após o 1º bloco, alguém teve a visão (estratégica) de "retirá-lo" dela. Ms. Silva adota o estilo étnico, expondo a riqueza do artesanato nacional. Sua figura, em sintonia com seus sobrenome e discurso, devem confundir, inimaginavelmente, a imprensa internacional...
  3. Dilma Rousseff: capitaneada pelo "cremè de lá cremè" da indústria fashion da terra, tem como personal stylist o designer Alexandre Herchcovitch. Optou-se em vesti-la com um blazer com gola em estilo discretamente Mao, na cor da primavera: o suave salmão. Mesmo assim, como ela gagueja... Cadê o fonoaudiólogo?
  4. Plinio de A. Sampaio: neste palco, é a personagem trash. Deve fazer algum sentido na indústria política (Maquiavel: won't you, pls, help me...).

E neste dia em que o STF descartou a obrigatoriedade - conforme lei aprovada e sancionada em 2009 - de portarmos 2 documentos às zonas eleitorais, este clip hype vintage "fits".


Louco Amor

1
  • No documentário de Pierre Thoretton, uma história de amor além da paixão pela arte e pela moda.
  • Para o cineasta, o l'amour de Yves Saint Laurent e Pierre Bergé era fou.

2

  • Uma loucura que durou 50 anos. Quem os apresentou foi Catherine Fabienne Dorléac.

3

Nome de batismo da musa de Laurent: Catherine Deneuve.

  • Para Thoretton, Laurent e Bergé "complementavam as fraquezas e fortalezas de cada um".
  • E não é isso que cada um de nós procura, gente?

Eu preciso ... de um amor... louco assim!

  • O documentário estreia esta semana na França.
  • No Reino Unido e nos EUA, em 2011.
  • Está por lá? Aprecie sem demoração.
  • Está por aqui? Sustente a leveza (ohmmmmmmmmmmmm).

Imagens:

1 e 2: Yaffa Assouline; 3: Google

A Dona da Casa

  • Comercial de eletrodoméstico? Não.

  • De produtos de beleza? Também "non".

  • Esta é a casa de uma cantora (e das boas, assisti ao show do The Licks - sua ex banda - e atesto: a mulher manda muito bem) e atriz (fez a protagonista triste em "A insustentável leveza do ser", filme baseado no romance de Humberto Eco) mega "indi".

  • Bem vindos à casa de Juliette (e Teddy) Lewis.


Imagens: Nylon

setembro 29, 2010

Consumo: Coup de Foudre


Amor à 1ª vista!

  • Quantas vezes não é assim descrita a motivação do consumo?

Consumo é desejo, emoção?

"Culpa" do capitalismo?

Consumo é hedonismo, moralismo ou naturalismo?

  • Longe da visão sumária da economia - que classifica o consumo como mero resultado da produção - há algum tempo (poucas décadas) - o ato de comprar é investigado sob a ótica da antropologia.
  • Consumo é ideologia: padrões midiáticos de beleza levam pessoas a "extreme make over": restauram osso, queratina, músculo e massa adiposa em busca de um novo "si".

Alvo: tornarem-se mega felizes!

  • Consumo é publicidade: através dela, passamos a necessitar do que desconhecíamos, e assim, coisas estranhas tornam-se banais.
  • O olhar científico da antropologia sobre o "mero" ato de trocar dinheiro por coisas propôs investigações sobre o capitalismo.

Capitalismo: antiga (século XIX) rede de relacionamentos.

  • Consumimos para aproximarmo-nos e para afastarmo-nos.
  • Roupas, perfumes, penteados, acessórios (e corpos) sinalizam o etnocentrismo.
  • Vemos - leia-se, julgamos - grupos ou indivíduos sob a ótica de nossos próprios valores, pessoais ou micro coletivos.
  • Assim, bárbaros foram grifados como tais pelos... romanos.
  • Afinal...

O que é, o que é... Belo? Chic? Cult?

"Assim é se lhe parece" ou "o inferno são os outros..."

  • A partir dos anos 90 (a 3ª fase do capitalismo), foi detectado que hiper consumimos.
  • No back stage de tal fenômeno, observaram outro: a totemização.
  1. Shopping Centers = Templos de Consumo
  2. Bíblia (da moda) = Vogue
  3. Rei = Pelé?
  4. Fenômeno = Ronaldo?
  5. Musa = você decide...
  • De todo o modo, aparentemente, avançamos. O consumo atualmente é, comparativamente, bem mais... autoral.
  • Há maior autonomia subjetiva: compramos para dentro (não mais "para fora", os outros).
  • "Estamos" mais qualitativos, equilibrados, responsáveis, conscientes, autônomos.
  • Nós escolhemos. E encolhemos, ao mesmo tempo: necessitamos das marcas.

Etiquetas (ou tags) cumprem o papel de referenciar "identidades".

Tais "coisas" tornaram-se "pilulas de felicidade".

  • Ilusão...
  • Coisas continuam sendo reoxigenação de problemas reais, afastando-nos de crises de identidade, de reflexões sobre a (real) felicidade, da incapacidade de ser/viver.

Consumo = Satisfação # Felicidade

  • Fonte (reflexões sobre as seguintes magníficas obras): "O Império do Efêmero" (Gilles Lipovetsky), "História da Beleza" (Humberto Eco), "Coisas Estranhas e Coisas Banais" (Everardo Rocha).

    Imagem: Guggenheim Museum

Luz e Estilo

  • Artista: Albert Watson

  • Fotógrafo irlandês, autor de, até agora, 250 capas da Vogue.

  • E editoriais, vídeos e anúncios de TV para marcas como GAP, Levi's, Revlon e Chanel.

Imagens: PLE

Bananas!

  • Há rumores (fumaça, fogo?) de que o CEO da Prada (Patrizio Bertelli) não estaria satisfeito com o resultado final da diretora de criação da grife (Miuccia Prada).
  • Dizem que a empresa de Milão postergou compromissos com varejistas americanos e que no final de outubro apresentará ofertas mais promissoras.
  • Aparentemente, as cores cítricas "explodiriam" nas passarelas (e acenderam o "sinal amarelo" para quem detem pontos de venda).
  • E aqueles pedaços de pele (com rabo) dependurados assustaram muita gente.
  • A Prada nega veementemente a decepção do "big boss", a rejeição do mercado...

Fonte: WWD

Pisando em Arte

  • Graduado na Academia Bezalel de Arte e Design, o israelense Kobi Levi já criou sapatos para sua terra natal, Itália, China e Brasil.

  • Quem me "apresentou" ao talento foi a artista plástica (doce amiga) Fátima Miranda.

  • À medida em que observava, pensei: talento é mesmo um presente.


"Em meu trabalho artístico de designer de sapatos, o sapato é a minha tela. O gatilho para criar uma nova peça é uma ideia, um conceito e/ou uma imagem que me venha à mente. A combinação de imagem e sapato cria uma novidade híbrida e um design/conceito nasce. A peça é uma escultura vestível. Está viva." Kobi Levi


setembro 28, 2010

A Função das Formas

  • Ela costuma ser "ousada", permitam-me o eufemismo.
  • E também muito Devassaaaaaaaaaaaaaa!
  • Celebridade cuja atividade cerebral desconhece-se, o sobrenome apadrinha seu estrelato.
  • Enquanto Paris, não lembra luz, mas o bas-fond da cidade.
  • Mas sob os holofotes que cobriram sua ida ao tribunal sob a alegação (confessa) de contravenção, a moça travestiu-se de Cinderela... em Las Vegas.

Em branco e preto,

tão ou mais pura do que meiga,

saída de um "conto de fadas".

Uma antítese de si.

  • Contos acontecem todos os dias, em vários lugares, com tantas pessoas.
  1. Personal stylists fazem milagres: transformam "ogras" em "princesas".
  2. Personal coaches, também: ensinam a sorrir, falar e olhar "doucement".
  • Um staff competente muda a forma.
  • Quanto ao conteúdo dessa e tantas imagens fake, nem reza forte!
  • No Brasil, faltam apenas 5 dias para as eleições.
  • Olhos, pra que vos quero?

Imagem: Socialite´s Life

La Femme Bleue


"Sobre uma projeção de dunas de areia..."


  • Assim o NY Times abre a reportagem sobre o desfile de Giorgio Armani na FW de Milão.

  • Na coleção Primavera 2011 da grife, a estrela é o azul índigo.

  • E coberturas de cabeça.

  • Azul: cor do véu protetor, "típico da tribo dos Tuaregs".

  • Futuro blues? Faz sentido...

Imagens: NY Times e Vogue

setembro 27, 2010

Moda Manifesto - Visões 2011

Marni
  • Supermercado de Estilos: termo cunhado por Ted Polhemos, um dos primeiros cientistas sociais a enxergar o valor da moda (manifesto da cultura contemporânea).
  • Moda - como sabemos - é repetição. A moda contemporânea só repete o que escolhe, afinal surge nas pluralidade dos urbos. E das aldeias também.
  • Globais, logo divergentes, moda é o que queremos ouvir, sentir, viver, vestir.
  • Neste momento globalizado, a moda está tribalista.
  • Afinal, o desafio sistêmico do século XXI é... pensar.

"Ebony and ivory" + tech/Sportmax

Frida em mim/Prada

Amar_elaremos/Max Mara

Militar chic/Marco de Vicenzo

80's sexy/Gucci

Noiva urbana/Dolce & Gabanna

Discreta paixão/Brioni

Ton sur ton/Bottega Veneta

  • Seleção dos desfiles (Prim 2011): Fifi Lapin. Subscrevo.

Jimmy Ugg Choo

  • 5 modelos em edição limitada.

  • "Experiência" da pop Ugg com a top Jimmy Choo.



"Além dos Jimmy Choo, UGG Australia é o único sapato que tenho no meu closet. Estamos encantados pela criação dessa coleção especial que captura o melhor das 2 marcas: o conforto legendário da UGG com o espírito Jimmy Choo."

Tamara Mellon - Presidente da J.Choo

Moda Donna

  • Explosão de cores, estampas étnicas.

  • Parece um quadro,

  • mas é passarela.

  • Primavera Missoni - Milão 2011


Imagens: Elle

Boca Flúor

  • O rosa choque "bomobou" nas passarelas Out/Inv 2011.
  • Esse é o Fluro Fendi.

Imagens: Vogue

Elas são o Cara

K.Moss

  • Vivemos mais tempo, logo falamos mais sobre o fim. Os sonhos, de novo, são uma velha ilusão.
  • E musas de verdade têm uma história - real - pra contar.

G.Bündchen


Imagens: Google

setembro 26, 2010

A lá Garçonne

  • Nos EUA, é sancionada a Lei Seca; lá e na Grã-Bretanha, transmissões de rádio;
  • Galã: Rodolfo Valentino; celebrities: na França, Josephine Baker, nos EUA, Greta Garbo;

  • Lingeries diminuem de tamanho - e consumo delas aumenta; lançamento do "Chanel nº 5";
  • Descoberta a tumba de Tutankhamon ; exposição da Bauhaus; o estilo é o art decò;
  • Toca-se jazz; dança-se charleston; imagens em movimento: nasce o embrião da TV;

  • Na Itália, Mussoline está no poder; na Alemanha, Hitler organiza o partido nazista;
  • A Vogue subscreve o "pretinho básico" de Chanel; fechando a década, crash na Bolsa de NY;
  • Mulheres votam, trabalham: silhueta minimalista e andrógina: cabelos a lá Garçonne.

  • Resgatados na Primavera 2011 da Prada.

  • Com propriedade, os anos 20 - década de descontração e conquista, entre guerras - são chamados de "Anos Loucos".

  • Moda é história.

Info: Folha

Imagens: NY Mag